Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Notícias > ITI na Mídia > Mercado de certificação digital registra alta expansão no Brasil
Início do conteúdo da página

Mercado de certificação digital registra alta expansão no Brasil

Publicado: Sexta, 23 de Agosto de 2019, 09h18 | Última atualização em Sexta, 23 de Agosto de 2019, 09h18 | Acessos: 18

Reportagem do jornal O Hoje (GO) mostra o crescente número de emissão de certificados digitais. A tecnologia é aliada dos novos processos cotidianos.

Somente no primeiro semestre de 2019 foram emitidos quase três milhões desses certificados no Brasil.

O mundo globalizado exige mais agilidade em qualquer área de atuação da vida humana. Para acompanhar esse ritmo, a tecnologia tem o objetivo de inovar cada vez mais, com o objetivo de acelerar os processos do cotidiano.

O certificado digital entrou nessa nova era para facilitar o gerenciamento de empresas, seja ela qual for, dispensando inúmeras burocracias e simplificando diversos processos feitos virtualmente e de forma segura. O certificado é um arquivo eletrônico que serve como uma identidade virtual para pessoas jurídicas ou físicas que permite a assinatura de qualquer documento de forma legal e eletrônica.

A popularização de armazenamento de arquivos em nuvens e o crescimento de negócios virtuais impulsionaram o mercado de certificação digital, principalmente entre os empreendedores que querem fugir de burocracias, processos lentos e papeladas. Só no primeiro semestre de 2019 foram emitidos quase três milhões desses certificados no Brasil, um crescimento de 26,73% em relação aos seis primeiros meses do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).

Entre julho de 2018 e junho de 2019, cerca de cinco milhões de certificados digitais foram emitidos no país. Isso representa um aumento de 28,76% em relação ao mesmo período dos anos de 2017 e 2018, um recorde em emissões, até hoje. Ainda de acordo com o instituto, a Solut é a empresa líder de mercado atualmente, ela saiu de uma receita anual de R$ 54 milhões, em 2017, para R$ 75 milhões, em 2018 e com a expectativa de chegar aos R$ 100 milhões em 2019. 

Além da Solut, que representa 21,5% das emissões nesse primeiro semestre de 2019, outras quatro empresas seguem na liderança. Em segundo lugar está a empresa pioneira no mercado de certificados digitais no Brasil, a Certising, responsável por 16,5%, depois a Valid com 9,1%, Serasa com 9,0% e por último, Safeweb com 8,3%.

Um exemplo desse crescimento no mercado é a empresa goiana One Certificados Digitais, que começou em 2014 com a junção de três profissionais. Em apenas dois anos a empresa expandiu e conseguiu espalhar 10 filiais por todo o Brasil. Atualmente, a empresa realiza cerca de mil atendimentos por mês em Goiânia e vendem cerca de 400 mil certificados pelo Brasil.

O empresário e diretor executivo da empresa, Tiago Drummond, conta que a procura pelo serviço tem aumentado significativamente. 'O mercado regional tem crescido muito por conta da procura pelo certificado e, consequentemente, o negócio também. Várias empresas estão abrindo filiais tanto para emitir, quanto para vender os certificados', ressalta Tiago.

Além da rapidez e praticidade nos processos, redução no uso de papéis e possibilidade de resolver documentações à distância, Tiago explica que a maioria das empresas tem a obrigatoriedade de enviar informações de seus funcionários aos órgãos competentes, serviço que é feito digitalmente através do certificado e cita o mercado imobiliário como exemplo.

'Hoje em dia os negócios estão mudando muito, o ramo mobiliário, por exemplo, já está aceitando assinatura digital, toda parte burocrática de vendas e alugueis pode ser feito virtualmente. Outro exemplo é nos Tribunais de Justiça, onde 100% dos profissionais trabalham por certificação digital com digitalização dos processos', conta o empresário.

Certificados Digitais

Basicamente, existem dois tipos de certificados, sendo eles: e-CPF e e-CNPJ. O primeiro é para pessoas físicas e serve como um CPF digital e tem autenticidade reconhecida pela Receita Federal. Ao solicitar o e-CPF o usuário pode optar por receber um cartão que parece um pendrive que conecta o USB ao computador ou pode optar por um arquivo do tipo PFX que é salvo no próprio computador e guardado em uma espécie de carteira de certificados digitais.

Algumas das utilidades dessa modalidade são o envio de declaração do imposto de renda de pessoa física, assinatura de contratos, procurações e declarações e acesso ao centro virtual de atendimento da Receita Federal do Brasil (e-CAC).

Já o e-CNPJ é para empresas e funciona como um CNPJ eletrônico. Dentro dessa modalidade existe mais um subtipo, que é o eNf-e. Para pessoa jurídica esses documentos têm finalidades diferentes, o eNF-e é de acesso aos funcionários da empresa e as atividades permitidas com este documento é a emissão de NF-e, mas o NF-e não permite acesso ao CAC e a Conectividade Social, por exemplo.

E o e-CNPJ é de acesso exclusivo ao representante legal da empresa, nesse documento ele tem acesso a todos os arquivos e demais documentos da empresa. Geralmente o E-CNPJ é mais barato que o NF-e. Entre as utilidades de ambos estão à resolução de pendências em órgãos públicos assim como cadastro de procurações eletrônicas e emissão de todos os tipos de documentos fiscais.

 

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página