
A revolução digital tem um agente universal, intermediador da inteligência humana - o software, que define e dá sentido ao ciberespaço, onde é a lei, gerando novas culturas e dependências. Todo esse poder traz riscos e responsabilidades. A economia de escala nos seus processos de arquitetura, produção e negócio favorecem os monopólios, podendo implicar a dependência de formatos e padrões proprietários. Assim, a escolha e adoção coletivas de formatos e padrões digitais que irão controlar o alcance, a natureza e o poder desta intermediação é de grande responsabilidade.
O papel social do software tanto pode promover quanto pode reprimir representações das liberdades humanas, submissas às liberdades do mercado na nova economia. O software livre, com seu código aberto e propriedade coletivizada, explora peculiaridades do ciberespaço para nos oferecer alternativas socialmente equilibradas, globalmente eficientes e sadias aos desafios da arquitetura, produção e negócio do software. Ele é fruto da consciência cidadã, que atua na dimensão social desse poder intermediador da inteligência e vontade humanas.
Provas de seu sucesso estão no conjunto de protocolos abertos para intercomunicação entre redes - o alicerce TCP/IP da Internet, no sistema operacional GNU/Linux e em outros. Foi alcançado porque, na economia do ciberespaço, a cooperação pode ter custo/benefício superior ao da competição. Os ganhos são amplificados pela estabilidade, agilidade e confiabilidade do seu produto, num mercado livre de pressões monopolistas, vendas casadas, forçadas ou precipitadas.
Consciente da importância do papel do estado, tanto na intermediação no mercado de software quanto na construção de uma sociedade mais justa e solidária, o ITI - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, através do projeto CDTC - Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, propõe a união de esforços entre o setor público, privado e as universidades, com objetivo de ampliar o conhecimento da sociedade no uso do software livre.
Este projeto considera que os recursos disponibilizados serão de intenso impacto social, que ampliam as liberdades individuais com o acesso da tecnologia pela sociedade. Considera também que esses recursos permitem que a economia dos gastos despendidos anualmente em licenças proprietárias de softwares garanta o aquecimento de um mercado emergente e facilite o acesso e a apropriação tecnológica pelo próprio mercado nacional.
Moodle
http://www.moodle.org
Software Livre
http://www.softwarelivre.org
CELEPAR
http://www.celepar.pr.gov.br
BR - Linux.org
http://www.br-linux.org
Universidade de Brasília
http://www.unb.br
Universidade Federal do Paraná
http://www.ufpr.br
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
http://www.rnp.br
1 Site governo
2 Site Comunidade