Estrutura tecnológica foi o principal fator de sucesso do Pan
01-Nov-2007:
Brasília - DF
Cerca de R$ 160 milhões foram investidos em tecnologia da informação para garantir eficiência no trabalho dos agentes públicos nos Jogos Pan-Americanos, competição realizada em julho no Rio de Janeiro. Graças à infra-estrutura tecnológica, foi possível congregar dados das três esferas de governo e, assim, coordenar a estratégia de ação quanto à logística e segurança do evento.
Segundo o assessor da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, Odécio Carneiro, foi feito um mapeamento da cidade do Rio para controle da movimentação dos atletas e do público, por meio de um sistema de câmeras. Ele apresentou o sistema de segurança do Pan no 5º Certforum, evento que o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) realizou nesta semana em Brasília.
Carneiro disse que uma parte da estrutura tecnológica foi atendida pela Rede Nacional de Integração dos Bancos de Dados Municipais, Estaduais e Federais. Segundo ele, a rede está presente hoje em todos os estados, com mais de 200 órgãos federais integrados, 100 mil usuários e a média de 130 mil consultas por dia. "Toda essa gama de informações integradas estavam disponíveis para a segurança dos jogos do Pan e baseado nisso fizemos um mapeamento de todo o Rio, colocamos localizador de ocorrência, sistema de câmeras e controle de rastreamento", relatou.
As delegações passavam a ser monitoradas em todos os seus deslocamentos na cidade do Rio desde o desembarque no aeroporto. Os detalhes desse processo estão sob confidencialidade por uma questão operacional da Força Nacional de Segurança Pública. O eixo central do trabalho realizado no Pan foi a integração, na avaliação do assessor da Senasp.
Carneiro explicou que o Plano Nacional de Segurança Pública, coordenado pela secretaria, já tinha um trabalho de integração das forças policiais desde 2003. No total, o Brasil tem 700 mil policiais, desses mais de 20 mil trabalharam no Pan. Ele ainda acrescentou que quase mil bombeiros foram treinados juntos com a Defesa Civil para atuar nos jogos. E mais de 150 cães farejadores foram trazidos de outros países para ajudarem no trabalho de segurança.
O desafio, de acordo com ele, foi acabar com o fator insegurança, atribuído ao Rio, cidade de cenário complexo. "O sucesso da segurança do evento foi alcançado porque usamos uma visão sistêmica. Se nós partimos da premissa que só a polícia federal faria isso ou só a polícia estadual do Rio, não daria certo", destacou. Carneiro ressaltou que toda a segurança foi coordenada por servidores públicos do Ministério da Justiça.