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Operadoras de sáude adotam certificação digital

01-Jun-2007: Brasília - DF

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) adotou a certificação digital em seu projeto de padronização de documentos, o TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar). Com isso, todas as operadoras de saúde, tais como clínicas, laboratórios, consultórios médicos e odontológicos, planos de saúde e hospitais, terão de usar o certificado digital para a adoção do padrão TISS. O prazo para que a adesão das cerca de 1,8 mil operadoras ao TISS com uso de certificado terminou hoje (01/06).

O TISS foi recentemente aprovado pelo governo federal. É um projeto pioneiro,criado para padronizar os documentos de registro e de intercâmbio de dados entre operadoras de planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde. A gerente de Integração com o SUS da ANS, Jussara Macedo, que trabalhou para a construção e implementação do TISS, detalha como a certificação digital será usada no sistema: "como é um projeto de EDI (Electronic Data Interchange), o intercâmbio de informação em canal seguro é fundamental, ainda mais por se tratar de informações em saúde. Por isso, todas as mensagens TISS devem ser criptografadas".

Para Jussara, a adoção de um padrão eletrônico vai gerar maior eficiência e efetividade na assistência à saúde suplementar. "A padronização da informação é muito relevante para o setor, pois facilitará o atendimento e diminuirá a burocracia. A necessidade foi mapeada devido, entre outros fatores, à variedade dos formulários utilizados pelas operadoras e à conseqüente lentidão dos mecanismos para obter autorizações em procedimentos urgentes”, explicou.

O projeto da ANS utiliza padrões já existentes e disponíveis em outros bancos de dados e sistemas de informações, e permite a compatibilização com os diversos sistemas de informação em saúde hoje existentes. Segundo ela, a adoção do padrão já resulta em maior aproximação entre os prestadores de serviço e operadoras de planos de saúde. “Além disso, em longo prazo, haverá redução de custos administrativos. E também teremos uma maior padronização nos processos de elegibilidade e autorização", concluiu.