Projeto Casa Brasil integra Observatório de Inclusão Digital
07-Dez-2007:
Brasília - DF
O Casa Brasil, projeto do governo federal coordenado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), vai integrar o Observatório Nacional de Inclusão Digital, iniciativa que reúne governo e sociedade na coleta de dados sobre projetos na área. Lançado no mês passado, na 6ª Oficina de Inclusão Digital, realizada em Salvador, o observatório vai consolidar dados sobre projetos e iniciativas de inclusão digital de acesso comunitário pelo país inteiro. E o Casa Brasil abastecerá a base de dados do observatório.
“O Observatório Nacional [de Inclusão Digital] é um marco para a política de inclusão digital no país e o Casa Brasil vai colaborar abastecendo a base de dados. Isso colabora para o governo planejar suas políticas públicas”, afirmou o coordenador do Casa Brasil, Edgard Piccino. Ele lembrou que, antes do Observatório, o governo não tinha informações seguras sobre o número de projetos, onde estão localizados e qual perfil de cada iniciativa. O observatório já conta com cerca de 3.500 unidades cadastradas.
Sobre a 6ª Oficina de Inclusão Digital, realizada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Piccino destacou o público recorde e a integração de monitores de telecentro, coordenadores e educadores sociais. Foram mais de 2,4 mil inscritos e o Casa Brasil foi um dos principais apoiadores do evento. “Uma parte da equipe de coordenação ficou dedicada exclusivamente à realização da oficina e a equipe técnica do Casa Brasil ofereceu todo suporte técnico, como a instalação da rede wireless - a conexão sem fio – que deu suporte tecnológico nas palestras”, informou. O balanço dessa oficina foi extremamente positivo, na visão de Piccino, principalmente a participação do Casa Brasil em diversas oficinas e palestras.
O coordenador do Casa Brasil destacou, dentre as palestras, a discussão sobre economia solidária. Segundo ele, o Casa Brasil tem promovido a formação no tema, por considerar uma área estratégica. “Temos que oferecer alternativas ao mercado de trabalho formal e a economia solidária é uma organização popular da economia. Um exemplo são as unidades do Casa Brasil onde a comunidade aprende a lidar com a informática, montar e dar manutenção em computadores”, destacou. Com isso, de acordo com ele, os jovens podem montar uma cooperativa e oferecer serviços para obter renda, ao invés de simplesmente disputar uma vaga no mercado de trabalho, já que todo o lucro retorna para a própria cooperativa.
Piccino disse ainda que a partir da 6ª Oficina foram feitos contatos para futuras parcerias, como a implantação do projeto de educação previdenciária nas unidades do Casa Brasil. Esse acordo está sendo firmado com o Ministério da Previdência Social. “Os agentes vão ser capacitados para orientar a população em todos os serviços previdenciários que estão disponíveis na internet”, explicou. O início desse projeto está previsto para meados do ano que vem.