Certificação será usada em operações bancárias feitas por telefone
15-Mar-2006:
Brasília - DF -
Para dar mais segurança às transações bancárias feitas pelo telefone celular, a Serasa, em consócio com a operadora Claro, a provedora de microprocessadores para cartões Axalto, e o banco Bradesco, desenvolveu um protótipo de assinatura digital de transações financeiras via telefone celular.
O diretor de Operações de Telemática da Serasa, Dorival Dourado, explica que uma das grandes vantagens desse avanço é justamente agregar à mobilidade do celular todas as qualidades da certificação digital no meio virtual. E com redução de cerca de um terço dos custos, já que o certificado embutido no chip dispensa cartão e leitora.
O certificado digital a ser utilizado nessa aplicação serão os emitidos dentro da cadéia de certificação da ICP-Brasil. Para o diretor de Infra-estrutura e Chaves Públicas do ITI, Maurício Coelho, que participou da apresentação do protótipo, essa é mais uma aplicação importante que utiliza uma infra-estrutura plenamente operacional, facilitando a vida do cidadão e reduzindo custos.
A Serasa participa do consórcio como Autoridade Certificadora, emitindo os certificados digitais, a Claro como operadora de telefonia celular com tecnologia para absorver o aplicativo, a Axalto é a fabricante do chip que carrega o certificado digital e vai inserido no aparelho de telefone celular, e o Bradesco como banco que vai incorporar a inovação em seu internet banking.
Certificado e Bancos
O Certificado Digital, na prática, funciona como uma carteira de identidade virtual que permite a identificação segura de uma mensagem ou transação e garante a integridade da mensagem enviada. O processo de certificação digital utiliza procedimentos lógicos e matemáticos para assegurar confidencialidade, integridade das informações e confirmação de autoria.
A ICP-Brasil foi instituída pelo Governo brasileiro, em 2001, pela MP 2200-2. Essa infra-estrutura tem sido amplamente utilizada pelo sistema financeiro nacional, pioneiro no uso da certificação digital, sendo o Sistema de Pagamento Brasileiros (SPB), o primeiro e grande usuário dessa tecnologia, em 2002. De lá para cá, vem se ampliando muito o uso e aplicação dos certificados digitais, seja dos Certificados de Assinatura (permite a pessoas físicas e jurídicas a assinatura digital de documentos); dos Certificados de Servidor (servem para proteger websites, criando os chamados sites seguros ); ou dos Certificados de Sigilo (executam a função de criptografia, ou seja, protegem dados ou textos de forma que somente destinatários designados tenham acesso a seu conteúdo).
Com a assinatura certificada digitalmente, as instituições financeiras tornaram mais seguros e ágeis, com redução de custos, processos como contratos de câmbio, contratos de derivativos e emissão de cartas de fiança bancária, por exemplo. Adicionalmente, a utilização dos certificados digitais nas operações eletrônicas resulta na inversão do ônus da prova, e é um poderoso recurso para combate a fraudes virtuais.
Fonte: Com a colaboração da Assessoria de Comunicação da SERASA