Venezuela traça caminhos para a adoção do software livre e padrões abertos
06-Abr-2006:
Brasília
A Venezuela, a exemplo, do Brasil optou pelo uso e desenvolvimento do software abertos como forma da alcançar a independência tecnológica. No inicio do mês de março, o Centro Nacional de Tecnologia da Informação (CNTI), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia da Venezuela, assinou convênio com a IBM para o desenvolvimento do software livre no país.
Para o presidente da CNTI, Berrizbeitia, a independência tecnológica da Venezuela, no que se refere aos padrões abertos, se dará quando se conseguir formar pelo menos dez mil desenvolvedores. Assim, a necessidade de unir os esforços das universidades e seus centros de pesquisa, com a iniciativa privada.
Para o presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Renato Martini, a sociedade não quer mais condutas fundamentalistas e sem respaldo tecnológico e racional. O importante é que o Brasil e a Venezuela podem compartilhar experiências em tecnologias abertas e interoperáveis, em busca do desenvolvimento local. A revolução do software livre só fará sentido para países latino-americanos se for capaz de dar impulso a este desenvolvimento local em nossos países.
O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) possui iniciativa semelhante, chamada de Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento (CDTC), fruto de convênio assinado em agosto de 2004. No ano passado, mais de 5 mil e 500 técnicos e usuários finais foram treinados no uso dos padrões abertos.