Democracia no relacionamento com as entidades da ICP-Brasil
08-Mar-2005:
Brasília-DF -
Mais do que apenas um discurso, a prática democrática exige
a participação do interveniente. Foi nesse sentido que o ITI
iniciou processo para debater e aprimorar as regras adotadas
para auditoria e funcionamento das Autoridades de Registro (ARs).
As Autoridade Certificadoras (ACs) e suas ARs estiveram reunidas presencialmente na última quarta-feira (02/02) com o ITI. A abertura do evento foi feita pelo Secretário
Executivo da ICP-Brasil, Enylson Camolesi, que destacou a importância
e relevância da iniciativa. Os trabalhos do dia foram
conduzidos pela Diretoria de Auditoria, Fiscalização e Normalização - DAFN.
Os participantes analisaram e complementaram as normas técnicas e os procedimentos operacionais que regulamentam o funcionamento das ARs. Segundo o Diretor da DAFN, Evandro Oliveira, "não adianta
estabelecermos regras de forma unilateral, sem ouvir os
integrantes que serão auditados a partir dessas regras.
Sabemos que nem todas as regras agradam a todos, mas as
discrepâncias de entendimento sobre as regras devem ser
mínimas ou inexistentes. Não se pode exigir rotinas
inexeqüíveis ou desnecessariamente onerosas para os partícipes da
estrutura da ICP-Brasil. Todo esse processo deve ser feito para aumentar
a confiabilidade dada ao cidadão."
O encontro foi a fase final de um processo, iniciado no
ano passado, que contou com a edição de um fórum virtual
de debates no site do ITI (www.iti.br) e com a troca de
informações e sugestões entre os envolvidos.
Entre os diversos temas debatidos no encontro
destacam-se: processo de credenciamento de AR, auditorias
pré-operacionais e de conformidade, perfil de acesso lógico do Agente de
Registro, obrigações e responsabilidades da AR, controles de segurança
física, lógica e de rede, recuperação de desastres, descredenciamento e
extinção de postos provisórios.
Essa etapa não foi conclusiva e definitiva, cabendo à Comissão Técnica Executiva - COTEC
avaliar as sugestões a serem formalizadas por meio de proposta
de Resolução formatada pela Procuradoria e pela Coordenação de Normalização do ITI. Cumpridas
as etapas, o Comitê Gestor da ICP-Brasil terá oportunidade de
aprovar um conjunto de regras democraticamente e amplamente
debatidas pelos próprios executores das políticas e práticas de
certificação digital no Brasil.