Paises de língua portuguesa trocam experiência sobre Software Livre
14-Fev-2004:
Lisboa - PO
Começou hoje (14/02), em Lisboa, o seminário “Software livre para o ensino e processamento de informaçao na comunidade dos países de lingua portuguesa”. A proposta da iniciativa é construir estratégias e trocar experiências que possibilitem a adoção do software livre nos vários países que falam português.
Durante o evento, organizado pela UNESCO, representantes de Portugal, Angola e do Brasil apresentarão alternativas utilizadas nos seus países para a adoção do modelo de software livre.
O membro da divisão da sociedade da informação da Unesco, Jean-Claude Dauphin, falou, nesta manhã, sobre as várias iniciativas que o organismo apoia nas mais diversas partes do mundo. Foram analisadas, por exemplo, as ferramentas de ensino a distância (e-learning) desenvolvidas em software não proprietário. Dauphin tambem salientou que a Unesco percebe que o software se apresenta como uma alternativa de geração de conhecimento e de inclusão digital.
Durante a manhã, o professor Paulo Trezentos, da Associação para o Desenvolvimento das Telecomunicações e Técnicas de Informática (ADETTI), apresentou a Caixa Mágica. Distribuição portuguesa que está sendo adotada pelo governo portugues em mil escolas para ensinar informática para 14 mil estudantes das escolas públicas.
O professor da Universidade do Porto, Jaime Villate, apresentou alternativas para o compartilhamento do conhecimento produzido nas várias áreas da universidade.
No período da tarde, o diretor do Serpro, Sergio Rosa, apresenta o processo de migração e adoção do software livre na estrutura da empresa. Durante a apresentação, ele aborda as dificuldades do processo, a economia gerada, as parcerias com empresas, entre outros aspectos.
No final da tarde, ocorre o painel Software Livre como parte das estratégia nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação. O professor da Universidade Católica, Aires Veloso, representa Angola, a assessora de comunicação do ITI, Denise Direito, representa o governo brasileiro, e Jaime Villate, Portugal.