Representantes do setor de TI apóiam política de software livre do Governo
26-Out-2004:
Brasília-DF -
Nesta terça-feira (26/10), o Ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, e o Presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Sérgio Amadeu, recebem três das principais entidades representativas do setor brasileiro de software e serviços de tecnologia da informação.
Estarão presentes o presidente da Sociedade Softex, Márcio Girão, da Fenainfo, Maurício Mugnaini, e o representante da Assespro Nacional, John Forman. Um dos principais temas da pauta é o apoio dessas associações à política de implementação do Software Livre no Governo Federal.
Durante o encontro, os representantes das associações entregarão aos ministros documento com propostas para a área de TI, buscando o fortalecimento da indústria local, com vistas a alavancar a exportação de software e serviços relacionados, em consonância com a política industrial proposta.
Na avaliação do presidente da Fenainfo, Maurício Mugnaini, como a política do governo foca o desenvolvimento de software e o incremento do volume de exportações, não se pode imaginar que isto será alcançado somente com a ação de algumas poucas empresas de maior porte e algumas multinacionais aqui estabelecidas. Se o objetivo é promover o desenvolvimento e qualificação do setor de tecnologia da informação, o caminho natural é conversar com as pequenas e médias empresas interessadas em crescer. O canal para chegar a estas empresas é por meio das entidades representativas do setor como a Fenainfo, Assespro e Softex.
O presidente do ITI, Sérgio Amadeu, vê no encontro uma demonstração de que o atual governo trata a área de tecnologia da informação como uma política de desenvolvimento e não como um produto qualquer. "É uma área estratégica e esse contato com as associações é muito importante para reposicionar o setor e permitir que as empresas aproveitem a oportunidade desse novo cenário internacional", comenta Amadeu.
Software livre no governo
Segundo Mugnaini, a sociedade espera que a adoção de SL pelo Governo resulte na racionalização dos gastos com a implementação de processos de informatização. "A realidade tecnológica do país mudou. Hoje existem recursos de software, principalmente de software livre, que não existiam há alguns anos. Algumas aplicações podem e devem ser revistas. Onde antigamente se definiam marcas ou fornecedores, agora devem ser substituídos por funcionalidades e quesitos de qualidade e autonomia para o Estado", explica.
Para essas associações, a adoção do novo paradigma tecnológico deve se traduzir em negócios para o segmento de desenvolvimento de software e prestação de serviços. Entendem, ainda, que o governo não deve se preocupar em desenvolver software, mas sim em incentivar as empresas nacionais no uso desta tecnologia por meio do seu poder de compra. E que é fundamental o compartilhamento, sem restrições, dessas soluções com a comunidade em geral.