Brasil e Cuba estreitam parcerias para certificação e software livre
Da esquerda para a direita: presidente do ITI, Sérgio Amadeu, em visita ao Ministro da Informática e das Comunicações de Cuba, Ignácio Gonzales Planas. Vista de Havana. Plenária da X Convenção
14-Mai-2004:
Havana/Cuba -
O presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Sérgio Amadeu, participou da mesa de abertura da X Convenção Internacional Informática 2004, realizada na cidade de Havana, Cuba, na última segunda-feira (10/05). Entre as autoridade presentes estiveram o Ministro da Informática e
das Comunicações de Cuba, Ignácio Gonzales Planas, o
representante do Programa Sociedade da Informação da China, representantes da
República Tcheca, Austrália e da Organização Internacional de Telecomunicações - OIT. O evento conta com a participação de mais de 20 países.
Na terça-feira (11/05), Amadeu esteve com o Ministro da Informática e das Comunicações de Cuba, Ignácio Gonzales, e com o Vice Ministro Boris Moreno Cordovés. Os principais temas abordados foram a certificação digital e a experiência brasileira na implementação do software livre. O Ministro Gonzales Planas informou que seu país tem interesse de buscar a colaboração do Brasil para
implantar uma infra-estrutura de chaves públicas em Cuba. "Isso permitirá a Cuba participar do comércio eletrônico global", avaliou Gonzales Planas.
O Ministro aproveitou a oportunidade para declarar a sua posição à adoção do software livre no país. Os cubanos também querem a colaboração dos brasileiros para migrar sua
plataforma proprietária. Segundo Sérgio Amadeu está ficando cada vez mais claro para os cubanos que é impossível considerar seguras solucões fechadas e proprietárias, já que nao há garantia de sua qualidade e da segurança de seus códigos. Se um software não for plenamente auditável, não pode ser considerado seguro.
O Diretor de Infra-Estrutura e Chaves Públicas do ITI, Renato Martini, reuniu-se na quarta-feira (12/05) com a equipe responsável pela criptografia de Cuba. Martini explicou o processo de certificação brasileiro e ouviu sobre as propostas e dificuldades de
implantação de um modelo de certificação digital na Ilha.