Palestra sobre certificação digital atrai grande público
23-Jun-2004:
São Paulo - DF -

ISO/IEC 7816(1-15)
FIPS 140(NIST)
PCSC Workgroup 1.0
Você pode não ter entendido nada do que leu, mas são esses os padrões abertos e internacionais que permitem que os certificados digitais emitidos no âmbito da ICP-Brasil sejam interoperávies. Essa extensa palavra significa garantir que os certificados serão usados em todas as aplicações e sistemas oferecidos independente da empresa emissora do certificado ou da produtora das mídias armazenadoras (smart-cards e tokens). Garantido-se o reconhecimento do dispositivo de segurança pelas mais diversas mídias e formatos.
O diretor de Infra-Estruturas de Chaves Públicas do ITI, Renato Martini, abordou esse assunto, hoje, em auditório lotado, durante o 10º Conip, na palestra "Certificação Digital com Software Livre".
O diretor Martini avaliou que já foram feitos os investimentos necessários e que o Brasil conta hoje com uma infra-estrutura de chaves públicas em pleno funcionamento, refletindo que o desafio atual é aprofundar e aumentar as possibilidades de uso dessa tecnologia, além de assegurar a interoperabilidade do sistema. Essa padronização permitirá que se garanta economia em escala, reduzindo-se os custos de emissão e a multiplicidade de fornecedores, garantiu Martini.
Martini fez uma ampla explicação de como os certificados funcionam e quais as facilidades encontradas com a utilização desse dispositivo de segurança com os softwares livres. Durante a apresentação ele demonstrou como habilitar um certificado digital em cliente de correio eletrônico, como o Kmail, que é possível devido ao Aegypten. Esse projeto foi desenvolvido pelo órgão de inteligência alemão em conjunto com a comunidade de software livre.