Audiência Pública do e-PING reúne mais de 60 pessoas em São Paulo

Em auditório lotado, o Diretor de SLTI, Rogério Xavier (E), preside a audiência pública, que contou com a presença do gerente do Serpro, Elói Yamaoka, do diretor do ITI, Renato Martini, do secretário da SLTI, Rogério Santanna, do diretor do Serpro, Sérgio Canggiano e da gerente do Serpro, Ana Aguiar (D)
13-Jul-2004:
Brasília-DF -
Você sabia que no Brasil:
1 - uma empresa leva em média 152 dias para regularizar os documentos de abertura, enquanto na Austrália são necessários apenas 2 dias?
2 - Os casdastros sóciais têm 260 milhões de pessoas registradas ao invés dos 80 milhões que deveriam ter?
3 - Quando um servidor entre na governo deve preencher 5 a 6 cadastros com os mesmos dados para regularizar sua situação funcional?
Esses são exemplos de como o programa Arquitetura e-PING pode ajudar na redução do chamado custo Brasil. Sistemas que conversem entre si, ou seja, que interoperem, tornam possível que dados sejam coletados um única vez, além de permitir que informações sejam rapidamente localizadas e trasmitidas.
Os dois principais objetivos do projeto arquitetura e-PING são: primeiro integrar e disponibilizar serviços de forma íntegra, segura e coerente para o conjunto da sociedade. Segundo, reduzir os custos da máquina do Governo.
Audiência Pública
Ontem ocorreu a segunda audiência pública para receber sugestões da sociedade para a melhoria do projeto. A primeira foi em Porto Alegre, durante o último Fórum Internacional de Software Livre. O evento ocorreu no bairro do Itaim, em São Paulo, e reuniu mais de 65 pessoas, incluindo empresas como a Intel, Itautec, Sun, Consist, representantes dos governo local e de prefeituras dos municípios próximos, como Guarulhos, além de professores da Unicamp e da Universidade de São Paulo (USP). Estiveram presentes também empresas públicas como a Dataprev, Prodam, Prodesp, entre outras.
O Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Rogério Santanna, apresentou as características técnicas do programa e frisou que essa iniciativa irá “facilitar a vida do cidadão e de todos os que interagem com o governo federal, municípios, estados e com outros poderes”.
Santanna chamou a atenção para o fato que à medida que cotidianamente o fluxo comercial entre os países aumenta, caso o Brasil não adote padrões viabilizando a interoperabilidade dos sistemas, acabará por ter que comprar sistemas prontos e possivelmente mais onerosos para viabilizar o crescimento da participação do país nos mercados internacionais.
O diretor de Infra-Estrutura de Chaves Públicas do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Renato Martini, afirmou na abertura da audiência que o impacto para a governança eletrônica e para a sociedade é de grande relevância, a partir do momento que se supera o estado caótico de sistemas que não interoperam. O governo está se atualizando com as modificações e melhorias que ocorreram no últimos anos na área de TI.
A audiência foi presidida pelo diretor da SLTI, Rogério Xavier, e contou com a presença do diretor do Serpro, Sérgio Canggiano e do gerentes de projeto do Serpro, Ana Lúcia Aguiar e Elói Junitti Yamaoka.
Sobre o E-ping
A arquitetura e-PING propõe políticas e especificações claramente definidas para interoperabilidade e gerenciamento de informações para propiciar a conexão do governo, tanto no âmbito interno como no contato com a sociedade e, em maior nível de abrangência, com o resto do mundo – outros governos e empresas atuantes no mercado mundial.
A e-PING é concebida como uma estrutura básica para a estratégia de governo eletrônico, aplicada inicialmente ao Governo Federal – Poder Executivo, permitindo racionalizar investimentos em TIC, por meio do compartilhamento, reuso e intercâmbio de recursos tecnológicos.
A e-PING foi segmentada em áreas de estudo e normatização para facilitar a evolução do trabalho, da seguinte forma:
- Interconexão;
- Segurança;
- Meios de Acesso;
- Organização e Intercâmbio de Informações;
- Áreas relacionadas à Atuação de Governo.
A iniciativa contou com a participação de quase 100 técnicos de vários órgãos do Poder Executivo Federal que contribuíram tanto na gestão como na realização dos trabalhos técnicos de montagem da arquitetura. A coordenação geral do trabalhos ficaram à cargo da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e pelo SERPRO, empresa pública do Ministério da Fazenda.
Serviço
Veja as cidades em que ocorrem as próximas Audiências Públicas:
02/08 – Brasília
11/08 – Rio de Janeiro
16/08 – Belo Horizonte
30/08 - Recife