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Sérgio Amadeu faz balanço sobre encontro com o Ministro de Educação

26-Agos-2003: Brasília -

O presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Sérgio Amadeu, esteve na última sexta-feira (22/08) com o Ministro da Educação, Cristovam Buarque para conversar sobre a utilização do software livre no Governo Federal. Também estava presente Marcelo Branco da prefeitura de Porto Alegre que ajudou o Congresso Nacional a desenvolver a programação para a Semana do Software Livre no Legislativo, além de técnicos e desenvolvedores ligados às várias esferas de governo.

Qual foi a receptividade do Ministro Cristovam para a questão do software livre?

Sérgio Amadeu: Acho que o ministro percebe a importância da questão e tem feito um importante esforço para levar esse novo paradigma para dentro do Ministério. Mostra disso, é a licitação para aquisição de computadores que já prevê a existência dos dois sistemas operacionais, tanto o proprietário, como o livre.

Além disso, o Ministério da Educação participa da câmara de implementação de Software Livre e tem feito um enorme esforço para adotar as soluções abertas e não proprietárias. As áreas mais decisivas do Ministério já estão discutindo onde aplicar o software livre.

Da forma como essa licitação está sendo feita há a continuidade do pagamento de licenças, isso não vai de encontro a uma das principais vantagens apontadas para se adotar o software livre?

Sérgio Amadeu: A decisão do Ministro Cristovam Buarque é muito corajosa. Quem decidiu pelos sistemas operacionais foi a gestão passada. O Ministro quer começar a usar o software livre mesmo que enfrente resistências nos Estados. Todas as equipes de educadores estavam capacitados somente em um pacote de uma única empresa. O MEC quer mudar isso. Vai colocar o dual boot como transição. É uma grande estratégia.

No entanto, dessa forma não se corre o risco de que os alunos/professores optem por continuar a utilizar apenas as soluções proprietárias?

Sérgio Amadeu: Tenho certeza que ao ter acesso aos dois sistemas, os alunos acabarão por optar pela liberdade e escolherão os softwares de código aberto. Principalmente, se eles perceberem que essa solução viabiliza a aquisição de computadores próprios, já que há muitos softwares livres que são gratuitos e demandam máquinas menos potentes, sendo soluções bem mais baratas. Além disso, sabemos que se os professores e alunos forem capacitados eles tendem a usar o software livre.